terça-feira, 27 de maio de 2008

UTILIDADE PÚBLICA

CÓPIA DE UM TEXTO QUE VEM SENDO VEICULADO EM DIVERSOS SITES:

"BOICOTE AO 'ARTISTA' GUILHERMO HABACUC

Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e alí o deixou, morrendo lentamente de fome e sede. Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu de inanição, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário!

[http://img505.imageshack.us/img505/1990/dscn8139vk6.jpg] [http://img339.imageshack.us/img339/5848/dscn8146pu4.jpg] [http://img259.imageshack.us/img259/5720/dscn8153yv8.jpg] [http://img218.imageshack.us/img218/7240/navitividad1cq9.jpg] [http://img218.imageshack.us/img218/7937/navitividad4so6.jpg] [http://img218.imageshack.us/img218/5895/perritoho5.jpg]

PARECE FORTE?

Pois isso nao é tudo: a prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvageria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensivel Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel ação na dita Bienal em 2008.
Fato que podemos tentar impedir, colaborando com a assinatura nesta petição:

http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html

NÃO TEM QUE PAGAR NEM REGISTRAR para enviar a petição, de modo que este homem não seja felicitado nem chamado de 'artista' por tão cruel ato, por semelhante insensibilidade e disfrute com a dor alheia.

Se puseres o nome do 'artista' no Google, saem as fotos deste pobre animal e seguramente também aparecerão páginas web onde poderás confirmar a veracidade da informação."

"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem." (Leonardo da Vinci)

sexta-feira, 28 de março de 2008

TIO

TIO TONINHO,
Eu, muitas vezes, ouvi as pessoas dizendo que vc possuía uma inteligência apurada (verdade!), que teve oportunidades na vida, mas que não soube aproveitá-las...
Mas será que não soube? Quem somos nós para lhe julgar?
Vc teve os seus erros e acertos, como todos nós, mas foi uma pessoa de estilo "diferente" e, portanto, incompreendido:
- se contentava com o simples;
- não via maldade nos outros;
- era incapaz de sentir inveja, de ser mesquinho, de desejar o mal;
- era "naturalmente" culto e atualizado acerca de qualquer notícia ou acontecimento;
- gostava de banhos de mar, de contar piadas, de almoçar com a família, das crianças que (a seu modo) adotou, dos cachorros que tiveram;
- lembrava do dia do aniversário de todos (e da idade de todos! rsss), às vezes fazia perguntas que nos faziam pensar...
- era generoso, sincero, puro...
TIO: COMO PODERÍAMOS COMPREENDER-LHE?

Para o meu tio, que não está mais nesse mundo: Antônio Oliveiro de Camargo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

OLHOS DE CORUJA


Nessa entrada de ano, um acontecimento me trouxe muita alegria!
Os que me conhecem, logo dirão:
- Foi o título do Inter, na Dubai Cup 2008.
Bem... Fiquei muito feliz com o título, sim!

Mas o que me fez transbordar de felicidade e de esperança em um mundo melhor foi a decisão da Patrulha Ambiental da Brigada Militar em proibir o "show pirotécnico" da virada de ano (que aconteceria à beira-mar de Capão da Canoa), em função de um ninho que abriga uma família de corujas-buraqueiras, localizado próximo ao local onde haveria o evento.
As corujas-buraqueiras levam esse nome por viverem em buracos cavados no solo, e a sobrevivência delas, bem como dos filhotes, depende da perfeita estabilidade do túnel de areia, até o final da chocagem dos ovos e a saída das corujinhas.
O local escolhido para a queima de fogos é área de preservação ambiental permanente. O prefeito da cidade, conforme veiculado pela imprensa, declarou que não possuía licença ambiental porque "isso nunca foi exigido", que estava triste em frustrar tantas pessoas e que alguém seria responsabilizado.
Infelizmente, nem todos são sensíveis aos direitos dos animais não-humanos. Houve tensão, alguns protestos e, pasmem: tentativa de apedrejamento do ninho de corujas (não seria mais civilizado processá-las judicialmente? rsss)
Será que uma queima de fogos, um show, uma diversão de alguns minutos, valem mais do que a preservação de uma família de corujas?
Se temos o direito de proteger a nossa casa, nada mais óbvio que os demais animais, humanos ou não, também tenham esse direito garantido.

Cabe registrar aqui a louvável atuação da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (instituição sempre tão criticada...) na defesa do meio ambiente e de todas as formas de vida.

Embora ainda esteja longe de ser uma unanimidade, o direito moral está sendo aplicado em defesa, também, dos animais. E nada mais simbólico que a coruja: o ícone da sabedoria! Esse animal tem, ainda, a capacidade de enxergar no escuro, representando uma ampliação dos limites humanos de percepção.





ENFIM, NESSE NOVO ANO QUE ENTRA, ALÉM DOS VOTOS DE PAZ, SAÚDE, AMOR E FELICIDADE, DESEJO A TODOS UMA VISÃO SOLIDÁRIA, SENSÍVEL E AMPLA! DESEJO A TODOS "OLHOS DE CORUJA"!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

PERDER DÓI


Voltando...
Ainda de luto mas saindo da minha reclusão íntima.

Quando eu escrevi "Homenagem" (postado aqui no dia 19/8/2007), em homenagem ao meu cãozinho que morreu, jamais poderia imaginar que a morte da minha cachorrinha também estava tão próxima.
Já uma senhora, com doze anos de vida e com algumas doenças mas, para mim, a minha filhinha. Minha companheirinha de todas as horas há doze anos, ela estava comigo desde dos quarenta e cinco dias de vida.
Te amo muito, meu bichinho... A saudade é imensa...
Mas eu não falarei da falta que ela me faz, nem do quanto ela foi importante em minha vida pois, para os que sabem o que é amar um animalzinho, minhas frases soariam óbvias e, para os que não sabem, soariam sem sentido.
Então, eu pensei na perda em si e no quanto é difícil lidar com ela. Nunca estamos suficientemente preparados para a dor. E a perda dói.
Perder um ente, uma pessoa, um animal, perder o emprego, perder um amor, perder dinheiro, perder as chaves, perder a esperança, perder o ônibus, perder a hora...
Perdas grandes ou pequenas, a verdade é que não queremos perder nunca, não queremos perder nada. E tem que ser assim!
Lutamos para não perder o que nos é precioso mas, muitas vezes, a perda faz-se inevitável, juntamente com toda a consternação e dor que a acompanha.
De todas as dores que as diferentes perdas provocam, a dor do luto talvez seja a mais intensa e profunda.
Mas a "pesada dor do luto" não pode (e não deve!) ser combatida. É preciso sentí-la, processá-la, avaliá-la. Cada um do seu jeito.
O luto precisa ser vivido e, embora inevitavelmente melancólico, não deve ser aniquilante. Afinal, aquilo de que sentimos falta nos mostra o que tivemos e, se foi nosso ou se fez parte da nossa vida, foi porque fomos merecedores, foi porque conquistamos. E essa percepção não faz com que a "pesada dor do luto" diminua, mas a deixa menos densa, facilitando assim, o "manejo".
Até que chega o dia em que percebemos que a ferida cicatrizou. Ela já não sangra, mas nos deixou uma marca: é a recordação.
Assim, os vários ciclos que representam a nossa existência nesse mundo vão se encerrando e também outros se iniciam, até que a nossa jornada se conclua. E cada vida é única mas interligada às outras. É o individual e o coletivo crescendo... Juntos.

E para resumir toda essa engrenagem eu encontro uma palavra: divino.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

LEMBRANÇA


O texto a seguir me foi presenteado há muito tempo, por uma pessoa iluminada,
que já não está mais nesse mundo:

"Quando eu te deixar por umas horas,

sentirás a minha ausência e pensarás em mim,
quando eu me for por uns dias, te sentirás inquieta e lembrarás de mim
como o junco lembra o sol que o aqueceu,
quando eu me for por uma semana, ansiosa aguardarás a minha volta
como o porto aguarda o seu veleiro,
quando eu me for por uns meses, sentirás nostalgia
e uma saudade imensa te deixarás insatisfeita,
quando eu me for por um ano, a angústia, a ansiedade, te farão sofrer,
e quando eu não mais voltar, quando eu não mais te ver, quando eu não mais sorrir,
quando não mais tiveres o meu amor, o meu carinho,
quando nada mais tiveres da minha presença,
parecerás sofrer, parecerás morrer, parecerás vazia e indiferente.
Mas qual nada! Não deves querer morrer ou sofrer, pois isso seria uma fuga.
Lembra-te que o nosso amor, esse "pobre" amor,
é mais alimentado de pequenas recordações,
e essas eu sei que são boas, e te ajudarão a sofrer menos.

Podes lembrar de mim sorrindo ou com lágrimas, lágrimas tristes ou alegres...
Quando estiveres só, lembra-te que eu também gostava da solidão,
sozinha, poderás ter o mais lindo dos encontros: o encontro contigo mesma!
Quando ouvires a nossa música, lembra que nada poderá fazer
com que ela deixe de ser nossa.
Quando alguém o teu rosto beijar, lembra que eu também beijei essa face.
Quando alguém te olhar dentro dos olhos, lembra que eu também olhava assim.
E, quando alguém tocar nos teus cabelos, lembra que eu sempre os tocava...
Se alguém corar com alguma brincadeira, não esqueça que eu já corei.
Quando magoares alguém, e vires os olhos marejados de lágrimas,
lembra que muitas vezes assim fiquei, sem que tu visses.
E, quando alguém te adorar muito, muito,
não esqueças de lembrar que eu te adoro, e sempre te adorarei.

Quando eu me for para sempre, terás em tudo a minha presença e não sofrerás,
porque "ele", o nosso amor, é feito de lembranças
que te darão forças para enfrentar a vida,
e te farão sentir necessidade de alguém que, infelizmente, não vai ser eu,
te animarão em busca de algo,
algo que preencha os teus momentos vazios, de nostalgia.
Lutarás contigo mesma, e essa é a pior das lutas.
Mas lembra que tudo é passageiro e substituível!
Então, esquecido eu não serei...
Nem dor, nem sofrimento mais eu serei,
Serei para ti apenas uma recordação quase vaga, quase finda,
uma chama quase apagada.
Eu serei brisa, vento, eu serei mar, pó, fumaça,
eu serei noite, dia, eu serei um pouco de tudo, tudo do nada,
eu serei o tempo que passou, e eu jamais serei esquecido, jamais..."


Newton Rangel Cavalheiro Filho, Newtinho.


domingo, 16 de setembro de 2007

IMPEDIMENTO?


A regra é clara, não há impedimento: as mulheres invadiram - com charme e categoria - aquilo que era um reduto extritamente masculino, o FUTEBOL।
Seja como torcedoras nas arquibancadas e cadeiras dos estádios, seja como árbitros competentes e dedicadas, como comentaristas esportivas ligadas em cada lance ou, ainda, como jogadoras craques brilhando em campo.
Mulheres são assim, decididas. Quando decidem, matam no peito e saem jogando, não tem zaga masculina que segure.
E, cá para nós, estamos batendo um bolão!
A despeito daquela tese de que os comentários femininos sobre futebol seriam apenas sobre os músculos, as coxas grossas e o abdomen definido dos jogadores, garanto-lhes: muitas mulheres entendem tanto de futebol quanto os homens sendo que, várias delas, entendem bem mais do que eles...
O que precisamos, com urgência, é que as mulheres invadam o reduto dos cartolas. Quando isso acontecer as "regras" voltarão a ser cumpridas também nos bastidores do futebol.
Alguns dirigentes precisam ser expulsos do jogo e, para erguer esses cartões vermelhos, serão necessários os pulsos firmes das mulheres!
Vamos lá, mais uma vez, pôr ordem na casa...


terça-feira, 11 de setembro de 2007

AMOR

"Não se ama PORQUE, se ama APESAR".

Não lembro o autor dessa frase, mas ela traduz,
perfeitamente, as intrigantes fecetas do amor:

sentimento anárquico, antagônico,excitante, assustador.
Provoca alterações somáticas,
anseios, sonhos,
desejos.

O amor não se explica, se sente!
Sem o menor sentido...

Não amamos PORQUE, pois o amor desconhece
a lógica e a matemática. E desobedece a razão.

Nós amamos APESAR de todos os defeitos,
de todos os riscos, de todas as diferenças.

O amor é magnetismo, sintonia e mistério.
É regido pelos instintos e pelos sentidos:
é cheiro, voz, toque, gosto e olhar.

É raiva e paz, inocência e pecado, fragilidade e força,
medo e coragem, doação e egoísmo, tudo e nada.
É magnífico, transcendental, indefinível.